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Professores e servidores de instituições federais recusam propostas do governo e seguem com greve no Ceará

IFCE, UFC, UFCA e Unilab aderiram ao movimento em abril. Profissionais cobram reposição salarial, reestruturação das carreiras e outras melhorias.

25/05/2024 às 10h14 Atualizada em 25/05/2024 às 10h20
Por: MTb:0003449/CE Fonte: G1
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Professores e servidores de instituições federais recusam propostas do governo e seguem com greve no Ceará

Professores e servidores seguem em greve nas instituições federais de ensino superior do Ceará. Profissionais do Instituto Federal (IFCE), Universidade Federal (UFC), Federal do Cariri (UFCA) e Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) recusaram as propostas apresentadas pelo governo federal nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24).

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Entre as reivindicações, os profissionais cobram reposição salarial, reestruturação das carreiras e outras melhorias. Os servidores e docentes do IFCE realizaram uma assembleia nesta sexta, onde decidiram, por unanimidade, manter a greve.

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Conforme o SINDSIFCE, que representa a categoria, os profissionais consideraram que as propostas não trazem avanços significativos em relação às negociações anteriores. A assembleia foi realizada, simultaneamente, em Fortaleza e em mais 20 campi.

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O sindicato informou que a paralisação só acaba “após a assinatura de um termo de acordo pelo Sinasefe (sindicato nacional que representa os servidores [docentes e técnicos] da Rede Federal de Educação Básica) que contemple as principais reivindicações do movimento e não com ameaças e ultimato impostos pelo próprio Executivo”.

Universidades federais

Os docentes da UFC, UFCA e UNILAB (representados pela ADUFC) recusaram, na última quinta-feira, a última proposta do governo de recomposição salarial e definiram os termos da nova contraproposta. A votação – que ocorreu por unanimidade na assembleia-geral da ADUFC – confirmou a manutenção da greve docente e exigiu a continuidade das negociações com o governo federal.

Estão entre as deliberações:

  • Negar o reajuste de 0% em 2024, exigindo pelo menos o IPCA do ano passado;
  • Destinar para o reajuste linear o valor integral previsto para a reestruturação da carreira;
  • Estabelecer data-base para a recomposição;
  • Manter a mesa da carreira como permanente;

Protocolar liminar na Justiça para impedir que o Proifes, ou outra entidade sem representatividade, assine o acordo com o governo, conforme recomendado pelo Comando Nacional de Greve do ANDES-SN.

Entre os encaminhamentos tirados na assembleia, os docentes decidiram fortalecer a campanha “Sem TAE não há acordo”, indicando que a greve docente segue em apoio à dos técnico-administrativos.

Servidores TAE

O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado do Ceará (SINTUFCE) informou que a greve entrou em uma nova fase.

“A gente teve, no dia 21, mais uma mesa de negociação, a segunda mesa após o início da greve e, apesar do governo ter ficado mais de 30 dias para nos trazer uma resposta, não houve, pelo menos essa é a avaliação da categoria e, por isso, essa proposta do governo foi recusada nas três assembleias realizadas na base”, disse a nota do órgão sindical.

“Por quê? Porque a proposta anterior, o governo acrescentou mais 1.5% para 2026, deixando 0% para 2024 e, sem atender a maior parte das nossas pautas de reivindicações cujo carro-chefe é a reformulação do nosso plano de cargos e carreiras”, complementou.

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